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Publicado em 3 de setembro de 2019

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INAUGURADA A EXPOSIÇÃO PERMANENTE DO FILME “O CANGACEIRO”

O Departamento de Cultura e Turismo inaugurou na última sexta-feira, dia 30 de agosto, a exposição permanente do filme “O Cangaceiro”, apresentando diversas fotos, roupas, acessórios, maquetes, pinturas e objetos relacionados as gravações do filme que aconteceu em nosso município, e conquistou as telas do mundo todo.

O cerimonial aconteceu na Biblioteca Municipal onde dezenas de pessoas acompanharam a abertura da exposição “ O Cangaceiro”,  também estiveram presentes o Prefeito Amarildo Duzi Moraes, a primeira dama Maria Aparecida Teijada de Moraes e o diretor geral da Câmara de Casa Branca Sérgio Scacabarozi.

A diretora de Cultura Márcia Ribeiro Iared abriu a exposição falando sobre o escritor e diretor Lima Barreto, sua vida e a importância na literatura Brasileira, contou um pouco sobre as gravações do filme, os locais onde foram realizados e a grande repercussão que houve na época, mobilizando toda a cidade que praticamente parava nos dias das gravações. “O filme foi exibido dezenas de vezes, pois todos iam assistir várias vezes para ver se identificava alguém conhecido”, contou a diretora Márcia.

O diretor geral da Câmara de Casa Branca Sérgio Scacabarozi, contou um pouco da vida de Lima Barreto, sobre seus projetos e da grande obra que foi  “O Cangaceiro”, falou da importância do trabalho que está sendo realizado pelo Departamento de Cultura de Vargem em manter viva essa grande obra e dar oportunidade para as novas gerações ter acesso a Cultura. “É muito importante o apoio do Prefeito em manter viva a história e Cultura do Município, parabéns pela iniciativa e participação no evento” disse Sérgio.

Em seguida Diana Rodrigues e Lucas Buzato cantaram e interpretaram “Sodade Meu Bem Sodade” e o grupo de Teatro ArbitrioArte apresentaram um cordel infantil sobre Lampião e Maria Bonita, e também  emocionaram o público com a apresentação teatral de um trecho do poema do celebre João Cabral de Melo Neto, “Morte e Vida Severina”.

O descerramento da fita inaugural foi realizada pelo Prefeito Amarildo, a diretora de Cultura Márcia e o sr. Antônio Fiorini, que acompanhou as gravações do filme na época.

Todos puderam apreciar a exposição, rica em detalhes e conhecer um pouco mais da história do escritor e diretor Lima Barreto e a importante obra “O Cangaceiro”, além de degustar alguns quitutes tradicionais preparados para o evento, como paçoca de carne seca, rapadura e mandioca com melaço e ao som das apresentações musicais do Projeto Guri do Município.

 

 

A exposição permanente foi montada no antigo Banco do Povo, localizado na Rua José Bonifácio, 630 – Centro. Está aberta ao público, das 09:00 às 11:00 e das 13:00 às 17:00, a entrada será pela Biblioteca Municipal para acompanhamento do monitor. Os agendamentos para visitação em grupos e acompanhamento de monitores, deverão ser realizados antecipadamente na Biblioteca ou pelo telefone 3641-7614.

O FILME

O Cangaceiro é um filme brasileiro de 1953 escrito e dirigido por Lima Barreto, com diálogos criados por Rachel de Queiroz.

O Cangaceiro foi o primeiro filme brasileiro a conquistar as telas do mundo e considerado o melhor filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, sua história se inspirava na lendária figura de Lampião.

O Cangaceiro ganhou o prêmio de melhor filme de aventura e de melhor trilha sonora no Festival Internacional de Cannes. A música Mulher Rendeira é interpretada pela também atriz Vanja Orico acompanhada pelo coro dos Demônios da Garoa . O sucesso em Cannes levou o filme para mais de 80 países e ele foi vendido para a Columbia Pictures. Só na França, ficou cinco anos em cartaz. Durante as gravações, os Demônios da Garoa conheceram o compositor Adoniran Barbosa.

O filme foi rodado em Vargem Grande do Sul, interior do estado de São Paulo. Segundo o diretor, a paisagem da cidade se parecia muito com a nordestina.

Após o sucesso do filme, semelhante ao que acontecia com os atores de filmes de faroeste americanos, o ator Milton Ribeiro virou personagem de histórias em quadrinhos criadas por Gedeone Malagola para Editora Jupiter na década de 1950. A diferença do Milton Ribeiro dos quadrinhos para o Galdino do filme, era que nos quadrinhos Milton era um herói do Sertão. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.


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